sábado, 24 de março de 2012

Entrevista: Cheshire

Acompanheuma entrevista com a banda Cheshire. Fabio Carriço - baixo, Carlos ‘Biah’- guitarra, Rafael 'Nareba'- bateria, pelo  Victor da Costa - vocal.


[TJC] E aê meninos, quatro anos de banda...

Victor: Quatro anos? Sério?

Rafael: É cara.

[TJC] Por que Cheshire? Qual é a do gato da Alice?

Então cara, tem dois lances relacionados a isso. Uma é que a gente tava ensaiando muito tempo já sem um nome de banda. Aí a gente vinha para cá, ensaiava e quando a gente tava indo em bora tava a lua minguante... crescente... sei lá. E aí a gente lembrou que tinha o gato da Alice e tal aí a gente foi pesquisar o nome do gato, que é Cheshire e acabou ficando.

E a segunda questão é que como o nome é muito difundido, tem essa do Walt Disney. Alguém é dono desse nome. A gente tá com vontade de mudar. São duas partes, uma faz parte da obra do Walt Disney e outra do Lewis Carroll. A gente não queria usar o nome que fosse de alguém.

[TJC] Como vocês se conheceram?

Victor: Eu e o Fábio estudamos juntos, depois o Fabio estudou com o Rafael. E Fábio tinha uma banda com o Biah. E o Rafael tocava em uma outra banda também. Aí foi um lembrando do outro.

Fabio: Tava uma bagunça a outra banda!

Rafael: Resumo, tava todo mundo insatisfeito com as outras bandas.

[TJC] Como que são as composições de vocês? São em inglês?

A gente começa compondo em inglês, sei lá,encaixa legal as músicas. Até porque grande parte das nossas influências são bandas internacionais. Nada contra o Brasil. Eu tenho um gosto cultural muito grande pelo meu país... Culturalmente, não politicamente... Se encaixasse musicalmente tão bem a gente faria.

Biah: A gente não teria problema nenhum em compor em português. Agora a gente nem pensa mais... 'Ah vamos compor em inglês, vamos compor em português'. Saí assim já.

Rafael: A banda é poliglota

Victor: o negócio é que fica legal!

[TJC] Vocês tem algum material? Um EP...

Victor: Temos sim, mas não é recomendavel. Ele faz parte de uma fase mais infantil da banda. O que a gente tem de material para gravar agora é o que seria o recomendável.

Victor: Passando o Festival, em abril vamos começar a gravar um EP, temos umas quatro, cinco músicas já.

[TJC] Histórias pitorescas da banda...

Rafael: Fábio sempre bêbado... tentando beijar na boca dos outros...

Rafael: A gente já abriu pra uma banda de Heavy Metal! Eu fiquei puto porque roubaram uma parada da minha bateria.

Victor: Nossa, essa história gerou um extresse meio grande para a gente. O cara que chamou a gente para tocar largou de mão...

Victor: Tem outra! A gente foi buscar os ingressos para um evento que a gente ia fazer, ia ser o nosso primeiro show, a gente parou o meu carro, que na época era um fusca. A gente saiu do carro, subiu no prédio em  Itaguaí e 20 minutos depois a gente desceu e só tinha uma linha pontilhada igual a desenho. Simples assim, sábado à tarde... As pessoas depois ficaram me falando, 'Putz, você deu mole', cara, como assim eu dei mole.

Rafael: A gente foi falar com o pipoqueiro 'Amigo você viu alguém pegar o carro?' e ele 'Não, não vi nada não cara. Isso foi em 2008.

Biah: Pior foi o cara que tava anotando as coisas lá na Delegacia.

Victor: A gente foi para na delegacia e o cara ficava falando que o carro não tinha sido roubado e sim furtado. Teve uma hora que ele tava longe, a gente tava falando, então ouvimos ele gritar: “Não foi roubado, foi furtado!”. Pô e o cara ficava ligando toda hora 'Tatiana tá aí?', ele tava querendo falar com uma peguete dele, sabe?

Rafael: Teve outra também, a gente não ensaiava há muito tempo. Mas deixamos os instrumentos juntos e tal, quando a gente foi começar. O Biah abriu o case da guitarra dele e tava entupido de formiga, não estragou nada, mas a cara dele... Ele não tinha o que fazer, ele saiu e foi sentar boladinho no meio fio da rua.

Biah: Pô, mas foi triste cara!

Rafael: Até hoje a gente diz: “Ahh vai sentar na calçada, Biah!”. Isso foi no segundo ano da banda.

Victor: Tinha duas formigas na TV, duas na parede, 100 milhões na guitarra do Biah. Na hora foi triste, mas depois ficou engraçado.

Rafael: Mas a gente também era meio porco, comia as paradas, tomava refrigerante e deixava por lá.

Biah: Eu odeio formiga!

[TJC] Como vocês rotulariam o som que vocês fazem? Se tivesse que escolher um 'guarda-chuva'?

Victor: Você vai encontrar de tudo nos nossos players... A gente tem tendência de se reinventar... É dificil de rotular, talvez indie? Sei lá...

Victor: Eu vou falar por mim, hoje a gente tá tentando chegar perto do The Who.

Rafael: Nossa...

Victor: É, pode colocar aí, a gente tá querendo ficar igual ao The Who. Só que o nosso baterista está vivo.

Rafael: Tenho que ficar ligado na idade.

Victor: Quem é o mais velho?

Rafael: Biah.

Victor: Como classificar o som do The Who?

Rafael: Sei lá, é rock, rock clássico.

[TJC] Já que o player é ecletico: Três bandas de cada um?

Fabio: Strokes, The Doors, Queen
Rafael: Pearl Jam, Queen, Led Zeppelin
Biah: Macaco Bong, Pata de Elefante, Jeff Beck.
Victor: Arctic Monkeys, Titans...

Rafael: Agora bota o The Who.

Victor: Não, o The Who já teve o espacinho dele hoje. Bota Justice.

[TJC] Show dos sonhos, já que vocês abriram para uma de Heavy Metal que não deu muito certo. Uma banda que vocês gostariam de abrir?

Victor: Para abrir? Se é show dos sonhos eu queria era ser o nome principal.

Biah: Uma banda eu não sei, mas se pudesse escolher um lugar ia ser Glastonbury.

Rafael: Pô eu ia ficar feliz de abrir um show do Pearl Jam. Eu ia achar bem maneiro.

Victor: Eu abriria um show do Marron 5.

[TJC] E tem alguns festivais desses que vão rolar no Brasil que vocês gostariam de tocar?

Victor: Em todos.

Biah: Ahh não cara, aquele lá na Bahia, não.

Victor: Quem mexe com dinheiro aqui sou eu: Queriamos ir em todos!


2 comentários:

  1. Me diverti demais lendo. uauahuhaha parece uma sena esscrita ....tá ótimo. saudade de todos. beijão

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  2. Muito legal.

    Papo discontraido e divertido,espero curtir o som de vcs em breve por aí.

    Paulo Risk

    Campo Grande

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