[TJC] E aê meninos, quatro anos de
banda...
Victor: Quatro anos? Sério?
Rafael: É cara.
[TJC] Por que Cheshire? Qual é a do
gato da Alice?
Então cara, tem dois lances
relacionados a isso. Uma é que a gente tava ensaiando muito tempo já
sem um nome de banda. Aí a gente vinha para cá, ensaiava e quando a
gente tava indo em bora tava a lua minguante... crescente... sei lá.
E aí a gente lembrou que tinha o gato da Alice e tal aí a gente foi
pesquisar o nome do gato, que é Cheshire e acabou ficando.
E a segunda questão é que como o nome
é muito difundido, tem essa do Walt Disney. Alguém é dono desse
nome. A gente tá com vontade de mudar. São duas partes, uma faz
parte da obra do Walt Disney e outra do Lewis Carroll. A gente não
queria usar o nome que fosse de alguém.
[TJC] Como vocês se conheceram?
Victor: Eu e o Fábio estudamos juntos,
depois o Fabio estudou com o Rafael. E Fábio tinha uma banda com o
Biah. E o Rafael tocava em uma outra banda também. Aí foi um
lembrando do outro.
Fabio: Tava uma bagunça a outra banda!
Rafael: Resumo, tava todo mundo
insatisfeito com as outras bandas.
[TJC] Como que são as composições de
vocês? São em inglês?
A gente começa compondo em inglês,
sei lá,encaixa legal as músicas. Até porque grande parte das
nossas influências são bandas internacionais. Nada contra o Brasil.
Eu tenho um gosto cultural muito grande pelo meu país...
Culturalmente, não politicamente... Se encaixasse musicalmente tão
bem a gente faria.
Biah: A gente não teria problema
nenhum em compor em português. Agora a gente nem pensa mais... 'Ah
vamos compor em inglês, vamos compor em português'. Saí assim já.
Rafael: A banda é poliglota
Victor: o negócio é que fica legal!
[TJC] Vocês tem algum material? Um
EP...
Victor: Temos sim, mas não é
recomendavel. Ele faz parte de uma fase mais infantil da banda. O que
a gente tem de material para gravar agora é o que seria o
recomendável.
Victor: Passando o Festival, em abril
vamos começar a gravar um EP, temos umas quatro, cinco músicas já.
[TJC] Histórias pitorescas da banda...
Rafael: Fábio sempre bêbado...
tentando beijar na boca dos outros...
Rafael: A gente já abriu pra uma banda
de Heavy Metal! Eu fiquei puto porque roubaram uma parada da minha
bateria.
Victor: Nossa, essa história gerou um
extresse meio grande para a gente. O cara que chamou a gente para
tocar largou de mão...
Victor: Tem outra! A gente foi buscar
os ingressos para um evento que a gente ia fazer, ia ser o nosso
primeiro show, a gente parou o meu carro, que na época era um fusca.
A gente saiu do carro, subiu no prédio em Itaguaí e 20 minutos
depois a gente desceu e só tinha uma linha pontilhada igual a
desenho. Simples assim, sábado à tarde... As pessoas depois
ficaram me falando, 'Putz, você deu mole', cara, como assim eu dei
mole.
Rafael: A gente foi falar com o
pipoqueiro 'Amigo você viu alguém pegar o carro?' e ele 'Não, não
vi nada não cara. Isso foi em 2008.
Biah: Pior foi o cara que tava anotando
as coisas lá na Delegacia.
Victor: A gente foi para na delegacia e o
cara ficava falando que o carro não tinha sido roubado e sim furtado.
Teve uma hora que ele tava longe, a gente tava falando, então ouvimos
ele gritar: “Não foi roubado, foi furtado!”. Pô e o cara ficava
ligando toda hora 'Tatiana tá aí?', ele tava querendo falar com uma
peguete dele, sabe?
Rafael: Teve outra também, a gente não
ensaiava há muito tempo. Mas deixamos os instrumentos juntos e tal,
quando a gente foi começar. O Biah abriu o case da guitarra dele e
tava entupido de formiga, não estragou nada, mas a cara dele... Ele
não tinha o que fazer, ele saiu e foi sentar boladinho no meio fio
da rua.
Biah: Pô, mas foi triste cara!
Rafael: Até hoje a gente diz: “Ahh
vai sentar na calçada, Biah!”. Isso foi no segundo ano da banda.
Victor: Tinha duas formigas na TV, duas
na parede, 100 milhões na guitarra do Biah. Na hora foi triste, mas
depois ficou engraçado.
Rafael: Mas a gente também era meio
porco, comia as paradas, tomava refrigerante e deixava por lá.
Biah: Eu odeio formiga!
[TJC] Como vocês rotulariam o som que
vocês fazem? Se tivesse que escolher um 'guarda-chuva'?
Victor: Você vai encontrar de tudo nos
nossos players... A gente tem tendência de se reinventar... É
dificil de rotular, talvez indie? Sei lá...
Victor: Eu vou falar por mim, hoje a
gente tá tentando chegar perto do The Who.
Victor: É, pode colocar aí, a gente
tá querendo ficar igual ao The Who. Só que o nosso baterista está
vivo.
Rafael: Tenho que ficar ligado na idade.
Victor: Quem é o mais velho?
Rafael: Biah.
Victor: Como classificar o som do The
Who?
Rafael: Sei lá, é rock, rock
clássico.
[TJC] Já que o player é ecletico:
Três bandas de cada um?
Fabio: Strokes, The Doors, Queen
Rafael: Pearl Jam, Queen, Led Zeppelin
Biah: Macaco Bong, Pata de Elefante,
Jeff Beck.
Victor: Arctic Monkeys, Titans...
Rafael: Agora bota o The Who.
Victor: Não, o The Who já teve o
espacinho dele hoje. Bota Justice.
[TJC] Show dos sonhos, já que vocês
abriram para uma de Heavy Metal que não deu muito certo. Uma banda
que vocês gostariam de abrir?
Victor: Para abrir? Se é show dos
sonhos eu queria era ser o nome principal.
Biah: Uma banda eu não sei, mas se
pudesse escolher um lugar ia ser Glastonbury.
Rafael: Pô eu ia ficar feliz de abrir
um show do Pearl Jam. Eu ia achar bem maneiro.
Victor: Eu abriria um show do Marron 5.
[TJC] E tem alguns festivais desses que
vão rolar no Brasil que vocês gostariam de tocar?
Victor: Em todos.
Biah: Ahh não cara, aquele lá na
Bahia, não.
Victor: Quem mexe com dinheiro aqui sou eu:
Queriamos ir em todos!

Me diverti demais lendo. uauahuhaha parece uma sena esscrita ....tá ótimo. saudade de todos. beijão
ResponderExcluirMuito legal.
ResponderExcluirPapo discontraido e divertido,espero curtir o som de vcs em breve por aí.
Paulo Risk
Campo Grande